Promotora denuncia pai por tentativa de homicídio após espancamento de bebê em Alegrete
Investigação aponta histórico de agressões recorrentes e omissão da mãe; criança de 2 anos sofreu fraturas e risco de morte
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) ofereceu denúncia formal contra o pai de um menino de 2 anos em Alegrete, após agressões consideradas extremamente graves. O caso gerou forte comoção social e resultou na acusação de maus-tratos e tentativa de homicídio duplamente qualificado.
Segundo a promotora de Justiça Rochelle Jelinek, o homem está preso preventivamente desde o início de maio de 2026. A acusação sustenta que a intensidade da violência demonstra que o investigado assumiu o risco de matar o próprio filho.
O laudo do médico-legista confirmou o risco concreto de morte, apontando lesões no corpo, rosto e membros da vítima. O documento detalha uma fratura no antebraço esquerdo e um ferimento cortante em região letal do couro cabeludo.
As investigações da polícia indicam que o menino sofria um histórico contínuo de violência doméstica. Perícias técnicas identificaram cicatrizes antigas e marcas recentes na criança, sugerindo agressões recorrentes desde novembro de 2025.
Entre as qualificadoras apontadas pelo MP-RS estão o uso de meio cruel, pelo sofrimento extremo imposto, e recurso que impossibilitou a defesa. A vítima estava sozinha com o pai no momento do crime e sem condições de reagir.
A escola da criança já havia notado sinais de maus-tratos e alertado a mãe anteriormente. Diante dos fatos e do histórico de agressões, ela também responderá judicialmente por omissão em relação aos cuidados do filho.
O episódio causou forte indignação nas redes sociais e mobilizou a comunidade local sobre a importância de denúncias precoces. Especialistas alertam que hematomas frequentes, medo excessivo e mudanças bruscas de comportamento são sinais de alerta na infância.
O Ministério Público reforçou que a proteção de menores depende da participação ativa de toda a sociedade. Suspeitas de agressão podem ser informadas de forma anônima por meio do Disque 100, do Conselho Tutelar ou da Brigada Militar.
Fonte: Em Questão




