Moção de Repúdio é destaque na sessão legislativa de segunda-feira, em Dom Pedrito
De autoria do vereador Ricardo Schlüter, documento foi aprovado por unanimidade

A sessão legislativa desta segunda-feira (18), teve um tema latente, qual seja, possível privatização da CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica. Na plateia, além dos costumeiros expectadores, um público se destacava – funcionários da CEEE e também da Corsan, que, talvez como forma de chamarem a atenção para a sua causa, acompanharam a sessão da Câmara.

Schlüter, subiu à tribuna do Plenário Ataliba Torres, literalmente vestindo a camiseta contra a privatização das estatais do Rio Grande do Sul, O vereador do MDB disse que foi procurado por lideranças sindicais da CEEE, pedindo apoio contra a intenção do governo Leite de privatizar algumas estatais. Diante da rogativa, Schlüter protocolou um requerimento solicitando a aprovação de uma Moção de Repúdio ao desejo do governo de privatizar essas companhias, documento que foi aprovado por unanimidade dos legisladores pedritenses.
O vereador ressaltou em sua fala, o cuidado que se deve ter quanto às privatizações, visto que ficam muitas dúvidas, como por exemplo, o que será feito dos recursos oriundos da venda dessas estatais?

Ao final da sessão, foi concedida a palavra a Ubiratan Almeida Noble, representante da Senergisul – Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul. Noble, em defesa da categoria, falou que “…energia elétrica é uma questão que envolve o perfil de país e o modelo de sociedade que todos querem; …um setor estratégico para o bem estar da população/, para o desenvolvimento econômico e para a própria segurança nacional; …a sociedade tem que saber que o governo nunca colocou um centavo sequer na CEEE, é uma mentira dizer que vendendo a CEEE, sobraria dinheiro para outras áreas. a CEEE sobrevive da sua própria arrecadação, ao contrário, é o estado, quando precisa, se utiliza, se socorre do dinheiro da CEEE, via caixa único. Então, a questão é ideológica, eu diria que é uma birra do governo, de pegar três empresas que ele não aporta dinheiro e simplesmente quer se desfazer as colocando no mercado”.
O sindicalista apresentou outros números que, em sua visão e da classe que representa, justificam ser a venda da CEEE, um equívoco por parte do governo.




