Escola e família – as salvaguardas da civilidade

Para ir direto ao ponto, escola e família continuam sendo as salvaguardas da civilidade, as instituições base onde são construídas e solidificadas as principais noções de ética e moral, daquilo que é certo e errado. Querer responsabilizar apenas uma delas seria leviano, como ocorre muitas vezes quando a sociedade pretende delegar ao professor a educação que deve ser levada de casa.
As mudanças sociais acarretaram uma serie de problemas novos que, somados aos antigos, tornaram a educação dos jovens uma tarefa que ainda busca encontrar seu equilíbrio. O advento do aparelho celular e seu uso abusivo fez com que recentemente sua utilização dentro dos portões escolares fosse proibido, salvo em situações que a necessidade pedagógica autorize, como no caso de pesquisas.
Por isso, escola e família somados, é a única forma de formar indivíduos conscientes e capazes de tonar o ambiente em que se vive em um lugar melhor, do micro ao macro, da família, à nação.
Talvez uma das mais importantes demonstrações dessa civilidade de que falamos no início deste texto esteja representada no ato de civismo do último dia 6 de setembro em que centenas de jovens, organizados, instruídos e acompanhados por seus pais e mestres desfilaram na Rua Borges de Medeiros, em homenagem à pátria, por orgulho da nação da qual fazem parte. O desfile cívico-militar faz reviver o sentimento de brasilidade que, independente de siglas partidárias, enaltece o amor ao país, não o Brasil do futebol ou do carnaval, tão importantes e valorosos, mas o Brasil enquanto pátria, berço que nos acolhe. É esse Brasil a que nos referimos, aquele que sob uma única bandeira deve unir todos os brasileiros.
Ainda estamos, enquanto sociedade, longe de alcançarmos o ideal. Talvez devam passar ainda, muitas gerações até que possamos, já mais evoluídos, olhar para trás e ver nos erros, motivos para avançar cada vez mais como humanidade, e ver que na base de tudo sempre esteve a família e a escola.




