Cadela tradicionalista conquista público e sobe ao palco com Mano Lima no Rodeio de Vacaria
Uma história de companheirismo e tradição marcou o Rodeio Internacional de Vacaria neste ano. A cadela Catarina, que se tornou mascote do evento, ganhou destaque ao subir ao palco ao lado do cantor Mano Lima durante o show realizado na noite de sexta-feira (6), enquanto o artista interpretava a música Cadela Baia. O momento chamou atenção do público, principalmente pelo fato de a pelagem da cadela também ser baia, característica citada na canção.
Catarina é companheira do tropeiro Rosmar Lima, natural de Bom Jesus, e encantou visitantes ao circular pelo parque do rodeio vestindo chapéu adaptado, lenço e a bandeira do Rio Grande do Sul. Em algumas ocasiões, a cadela também foi vista “montada” sobre animais, tornando-se uma das figuras mais fotografadas do evento.
A história de Catarina começou há cerca de dois anos, durante uma tropeada que percorreu aproximadamente 1,5 mil quilômetros entre Bom Jesus (RS) e Aparecida do Norte (SP). A viagem, realizada em julho de 2023, durou 35 dias e refez antigos caminhos utilizados entre os séculos XVII e XIX para o transporte de mercadorias entre o Sul e o Sudeste do Brasil.
Durante o trajeto, ao passar por Santa Catarina, Rosmar encontrou a cadela sozinha, aparentemente abandonada e com sinais de fome. Sensibilizado, decidiu adotá-la e deu o nome de Catarina em referência ao estado onde a encontrou. Desde então, a cadela passou a acompanhá-lo na viagem e nas atividades campeiras.
Ao longo da jornada, Catarina chegou a adoecer já em território paulista, mas o tropeiro não desistiu. Ele a transportou sobre a mula por cerca de 12 quilômetros, enfrentando chuva, até conseguir ajuda. Após se recuperar, a cadela passou a integrar definitivamente a rotina no campo e surpreendeu ao aprender sozinha a subir rampas e montar em cavalos e mulas, tornando-se uma verdadeira parceira de lida.
Com temperamento dócil, Catarina se adaptou facilmente aos adereços tradicionalistas e, em Vacaria, conquistou o carinho do público. Crianças, adultos, peões e visitantes fizeram fila para tirar fotos com a cadela, que se transformou em um dos símbolos mais queridos do maior rodeio crioulo do Brasil.
Fonte: G1/RS




