Alta dos combustíveis preocupa motoristas em Bagé e região da Campanha
O aumento no preço dos combustíveis tem preocupado motoristas e produtores rurais em Bagé e região da Campanha. Em alguns postos do município, o litro da gasolina comum já ultrapassa R$ 7,30, chegando a cerca de R$ 7,39, conforme levantamento divulgado pela imprensa estadual.
Apesar dos valores elevados, ainda é possível encontrar o combustível por preços menores na cidade, com registros próximos de R$ 6,96 em alguns estabelecimentos. A diferença entre os postos chama a atenção dos consumidores, que têm buscado pesquisar antes de abastecer.
O diesel também registrou aumento. Em Bagé, o litro do combustível chegou a cerca de R$ 8,04, cenário que preocupa especialmente produtores rurais da região, que dependem do produto para o funcionamento de máquinas e para o transporte da produção.
Impactos no estado
A alta nos combustíveis não atinge apenas a região da Campanha. Em Porto Alegre, capital do estado, alguns postos chegaram a elevar o preço da gasolina em até R$ 0,50 por litro nos últimos dias. Já o diesel S10 pode ser encontrado por valores que chegam a R$ 8,19.
De acordo com o Sulpetro, entidade que representa o comércio varejista de combustíveis no estado, a variação de preços costuma ser maior em postos de bandeira branca, que compram o produto diretamente das distribuidoras e possuem menor poder de negociação.
Situação do abastecimento
Mesmo com relatos de dificuldade para compra de diesel por parte de produtores, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis afirmou que não há desabastecimento no estado. O órgão informou que irá solicitar esclarecimentos às distribuidoras sobre eventuais problemas de fornecimento.
Para tentar ampliar a oferta do combustível, a Petrobras anunciou um leilão de venda de diesel na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), localizada em Canoas. A expectativa é que a medida ajude a equilibrar o mercado nos próximos dias.
Reflexos no transporte
Em algumas cidades do estado, os impactos já começam a aparecer. No município de Rio Grande, por exemplo, a prefeitura autorizou a redução de horários do transporte coletivo em períodos de menor movimento, como forma de preservar o estoque de combustível e evitar a interrupção total do serviço.
Enquanto isso, motoristas e produtores da região da Campanha seguem atentos às oscilações no mercado de combustíveis, que têm impacto direto no custo de vida e na produção agrícola.
Fonte: G1/RS



