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Procissão de Corpus Christi leva centenas de fiéis às ruas da Capital da Paz

Feriado nacional, esta é, segundo o padre Roberto Carlos Barbosa, uma data festiva; Confecção dos tradicionais tapetes reúne pessoas de todas as idades

Os 750 lugares da Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio não foram suficientes para acomodar as tantas pessoas que se fizeram presentes na tarde desta quinta-feira (08), na missa que antecedeu a tradicional procissão de Corpus Christi pelas ruas próximas à paróquia. Feriado nacional, esta é, segundo o padre Roberto Carlos Barbosa, uma data festiva que acontece 60 dias após o período pascal. 

“Ela foi instituída com a intenção de levar Jesus Cristo [representado através da hóstia] pras ruas”, comenta o pároco. Sobre a tradição dos tapetes, o sacerdote explica que “eles são preparados justamente porque ali vai passar o nosso rei, que é Jesus Cristo. A gente estende [o tapete] porque é alguém importante que estará passando”. 

Confeccionados por diversas comunidades católicas e entidades do município, a exemplo das escolas, os tapetes começaram a ser elaborados na manhã de hoje, no entorno da Praça General Osório, reunindo pessoas de todas as idades no processo de produção. E foram diversos os materiais utilizados na confecção, desde a tradicional serragem até agasalhos e gêneros alimentícios – devidamente embalados -, que serão destinados à caridade, assim como os víveres que foram arrecadados junto aos fiéis antes da missa. 

“Essa motivação que se faz com as crianças da catequese, com as pastorais, com os movimentos da igreja, com as escolas, é para que todas as pessoas possam dar a sua contribuição, porque isso também é educativo, tanto no sentido religioso quanto artístico e cultural, já que essa é uma festa celebrada quase no mundo todo”, pondera o padre. 

Ao final da celebração eucarística a multidão tomou as ruas, e suas vozes se fizeram ouvir entoando orações e louvores enquanto seguiram até Bernardino Ângelo, dobrando na Júlio de Castilhos e seguindo em direção à Avenida Rio Branco, de onde a marcha prosseguiu até a Rua Borges de Medeiros, retornando para a frente da igreja matriz, onde ocorreu a bênção do Santíssimo Sacramento. 

Para finalizar a festividade, foram distribuídos alguns pães, produzidos pelas ministras da igreja e compartilhados entre os fiéis, representando a comunhão, a união entre as pessoas. A ideia da partilha foi idealizada pelo antigo pároco, Alex José Kloppenburg, e acontece até hoje na Capital da Paz, como ressaltou o padre Roberto Carlos Barbosa.

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