Golpe do falso emprego: criminosos se passam por recrutadores para tirar dinheiro de vítimas no RS
Golpistas oferecem vaga de emprego e fazem pessoas pagarem por curso que não existe. Polícia Civil faz alerta.
Criminosos têm se aproveitado da vulnerabilidade de pessoas que buscam uma recolocação no mercado de trabalho para aplicar o chamado golpe do falso emprego. Em um dos casos recentes, uma mulher perdeu R$ 700 após ser enganada por uma suposta oferta de vaga em um hospital de Porto Alegre.
A vítima, que preferiu não se identificar, relatou que foi contatada por um homem que se apresentou como recrutador e ofereceu uma oportunidade de trabalho no Hospital Divina Providência, na capital gaúcha. Durante a conversa, o golpista questionou se ela possuía um curso específico exigido para a função. Ao responder que não, recebeu a proposta de realizar a qualificação mediante o pagamento de R$ 350.
Após a transferência via Pix, o criminoso alegou não ter recebido o valor e convenceu a mulher a efetuar um novo pagamento. Somados, os prejuízos chegaram a R$ 700. Somente depois a vítima percebeu que havia caído em um golpe.
Polícia alerta para prática recorrente
De acordo com a Polícia Civil, esse tipo de crime segue um padrão bem definido. O delegado Thiago Albeche, diretor de inteligência do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, explica que a estratégia dos criminosos muda apenas nos detalhes.
“O que acaba mudando é a instituição, o formato, a justificativa que é dada no oferecimento desta vaga, mas geralmente se exige alguma qualificação da pessoa para que ela preencha essa vaga. Como, via de regra, ela não vai ter, os criminosos acabam oferecendo um determinado curso”, afirma o delegado.
A orientação das autoridades é que qualquer oferta de emprego seja confirmada diretamente com a empresa, por meio de canais oficiais, antes de fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos.
“Os golpes sempre trazem ou uma vantagem muito grande para a pessoa ou uma situação de urgência, em que, se ela não agir rapidamente, vai perder um benefício”, alerta Albeche.
Hospital se manifesta
Em nota, o Hospital Divina Providência, que teve o nome indevidamente vinculado ao golpe, informou que criou um comitê de crise permanente, envolvendo setores como Segurança, Comunicação, Jurídico e lideranças das áreas de internação, além do Comitê Gestor. A instituição afirmou ainda que desenvolveu um plano de ação para combater o uso indevido de seu nome em ações criminosas e reforçou que seus processos seletivos ocorrem apenas por meios oficiais.
A Polícia Civil orienta que vítimas registrem ocorrência e alerta que empresas sérias não cobram por cursos ou taxas para contratação, reforçando a importância da atenção redobrada diante de propostas que prometem vantagens fáceis ou exigem pagamentos antecipados.
Fonte: G1/RS




