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Festival Internacional de Cinema da Fronteira anuncia programação completa e estreia premiação inédita

Evento gratuito reúne 30 filmes de 18 países em Bagé e Sant'Ana do Livramento entre 28 de abril e 2 de maio; oito dos dez longas em competição são dirigidos por realizadoras ibero-americanas

A 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira chega com uma novidade histórica: pela primeira vez, o evento conta com a parceria da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na premiação, batizada de Prêmio São Sebastião/Assembleia Legislativa. Ao todo, R$ 15 mil serão distribuídos entre os vencedores — R$ 10 mil ao melhor longa-metragem, R$ 2,5 mil ao melhor curta e R$ 2,5 mil ao melhor curta de animação.

Realizado gratuitamente nas cidades de Bagé e Sant’Ana do Livramento, o festival reúne 30 títulos divididos igualmente entre longas, curtas e curtas de animação, representando 18 países. A seleção recebeu mais de 3,2 mil inscrições de 120 países, incluindo mais de 470 longas-metragens.

Destaque para realizadoras ibero-americanas

Um dos traços marcantes desta edição é a presença feminina na direção: oito dos dez longas em competição são assinados por realizadoras ibero-americanas. Entre os destaques estão “Ángeles”, da diretora mexicano-argentina Paula Markovitch, filme de abertura do festival, e “Nuestra Tierra”, da renomada diretora argentina Lucrecia Martel, exibido no dia 1º de maio.

“Nossa curadoria escolheu uma seleção diversa e com especial atenção às grandes diretoras em atividade”, afirma Zeca Brito, secretário municipal de Cultura de Bagé. A curadoria de longas é assinada por Fatimarlei Lunardelli, Jonas Chadarevian e Roger Lerina.

Programação

O coquetel de abertura acontece no dia 27 de abril, às 21h, na Casa de Cultura Pedro Wayne. A partir do dia 28, as sessões têm início no Cine 7, com exibições também no Centro Histórico Vila de Santa Thereza e no Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA).

Ao longo dos cinco dias, o público poderá assistir a exibições especiais, apresentações musicais e atividades de formação. Entre os destaques estão o show-homenagem a Nei Lisboa no dia 1º de maio, o Sarau do Solar com Lúcio Yanel na cerimônia de abertura e o cortejo musical da Orquestra Rubens Veiga na noite de encerramento, em 2 de maio.

Em paralelo, o laboratório Sur Frontera WIP LAB reunirá 11 projetos em desenvolvimento do Brasil e da América Latina, com aula magistral aberta ao público ministrada por Paula Markovitch no dia 29 de abril.

Homenageados

Nesta edição, o festival presta homenagem a seis nomes da cultura regional: Elvira Nascimento, Lúcio Yanel, Maria Luiza Benitez, Nei Lisboa, Paulo Ricardo de Moraes e Sapiran Brito (1947–2025), falecido no ano passado e lembrado com a exibição do curta “Sapiran Brito e o Teatro em Bagé”.

Impacto regional

Para o prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi, o evento vai além da cultura. “A cada edição, nossa cidade recebe nomes importantes do cinema e reafirma seu lugar como um polo de produção e valorização da cultura audiovisual”, declara. Segundo ele, o festival movimenta a economia local e fortalece a identidade cultural da região.

Seis produções gaúchas serão exibidas fora de competição, reforçando o papel do Rio Grande do Sul na cena audiovisual ibero-americana.

Filmes Selecionados

Competitiva Internacional de Longas-Metragens

  • “Aqui Não Entra Luz”, de Karol Maia (Documentário, Brasil)
  • “Ángeles”, de Paula Markovitch (Ficção, México/Argentina)
  • “Cartas Para…”, de Vânia Lima (Documentário, Brasil)
  • “Cielo”, de Alberto Sciamma (Ficção, Bolívia)
  • “Duas Vezes João Liberada”, de Paula Tomás Marques (Ficção, Portugal)
  • “Futuro Futuro”, de Davi Pretto (Ficção, Brasil)
  • “Nada a Fazer”, de Leandra Leal (Documentário, Brasil)
  • “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel (Documentário, Argentina)
  • “Un Futuro Brillante”, de Lucía Garibaldi (Ficção, Uruguai)
  • “Quemadura China”, de Verónica Perrotta (Ficção, Uruguai)

Competitiva Internacional de Curtas-Metragens

  • “A Biblioteca de Jorge Furtado”, de Glênio Póvoas e Luiz Alberto Cassol (Brasil)
  • “Cabeça, Ombro, Joelho e Pé”, de Van Van (Brasil)
  • “Coisas que Meu Pai me Deu”, de David Selva, Victor Oliver e Yifan Wen (Brasil/Costa Rica/Portugal)
  • “Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, de Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith (Brasil)
  • “Entrevista com Fantasmas”, de Lincoln Péricles (Brasil)
  • “Filme Pin”, de María Rojas Arias e Andrés Jurado (Colômbia/Portugal)
  • “Nuestra Sombra”, de Agustina Sánchez Gavier (Argentina)
  • “Pasta Negra”, de Jorge Thielen Armand (Canadá/Colômbia/Itália/Venezuela)
  • “Pedra-mar”, de Janaína Lacerda (Brasil)
  • “Te Extraño Perdularia”, de Manu Zilveti (Cuba)

Competitiva Internacional de Curtas de Animação

  • “After Me, The Flood”, de Max Shoham (Canadá)
  • “A Menina e o Pote”, de Valentina Homem e Tati Bond (Brasil)
  • “Apocalypsis”, de Nicolás Sanabria, Emmanuel Alcalá e Andrés Llanezas (Argentina)
  • “Duwid Tuminikiz – Makunaima é Duwid?”, de Gustavo Caboco Wapixana (Brasil)
  • “Marimbã está Acontecendo”, de Maryn Marynho (Brasil)
  • “Sheep—Wolf”, de Polina Safina (Rússia)
  • “Shelter”, de Chiara Vincenti Zakhia (Itália/Líbano)
  • “Socially approved positions of bodies in space”, de Lera Oleynikova (Rússia)
  • “The entrance lies there”, de Haoyu Chen (China)
  • “Um corpo sem cavalo?”, de Lara Fuke (Bélgica/Brasil/Finlândia/Portugal)

Exibições Especiais

  • “Darcy Fagundes, Meu Famoso Pai Desconhecido”, de Luciane Fagundes
  • “Mãos à Terra”, de Sergio Kalil
  • “O Velho Nepo”, de Renatho Costa e J.N. Canabarro
  • “Sapiran Brito e o Teatro em Bagé”, de Sapiran Brito
  • “Tambor Sem Fronteiras”, de Adriana Gonçalves
  • “Unipampa Memória Viva 20 Anos”, de Simôni Gervasio e Alessandro Bica

Sur Frontera WIP LAB — Projetos Selecionados

  • “Brasil Pequeno”, de Genifer Gerhardt e Carla Cassapo (RS)
  • “Cogum”, de Maurício Chades (GO)
  • “Doce Lar”, de Ricardo Santos (SP)
  • “Herdeiras da Terra”, de Denise Fait e Graciela Guarani (RJ)
  • “Kunhangue”, de Dario Aldana e Werá Alexandre (SC)
  • “Migraña Juvenil”, de Viole Marquis (Argentina)
  • “Mudanzas”, de Bibiana Rojas Gómez (Colômbia)
  • “O Lobisomem era meu Vizinho”, de Matheus Hein (RS)
  • “Ritta Faromi — A Flecha sobre as Águas”, de Joana Antonaccio (RJ)
  • “Todo Empieza Aqui”, de Magdalena Schinca Damián (Uruguai)
  • “Viracambota”, de Gaston Canción (Argentina)

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