Assembleia da Santa Casa reprova contas por ausência de prestação da gestão anterior

Em assembleia do Conselho Deliberativo da Santa Casa de Caridade de Dom Pedrito, realizada nesta sexta-feira (18), para tratar da situação financeira da instituição, as contas não foram aprovadas em razão da não apresentação, mais uma vez, da prestação de contas da gestão anterior. O encontro contou com a presença do prefeito e presidente do conselho, “Guiga”, do provedor Patrício Antunes e demais conselheiros.
Durante a assembleia, Gilberto Raguzoni, integrante da gestão anterior e do conselho fiscal à época, falou em nome da administração passada. Ele explicou que o atraso na entrega do balanço contábil está relacionado a problemas de saúde do contador responsável, que atuou por 17 anos na instituição. Raguzoni destacou a necessidade de conclusão urgente do balanço, classificando a situação como uma “bomba-relógio”.
A atual direção também relatou dificuldades enfrentadas desde que assumiu a gestão, há cerca de 30 dias, sem um processo formal de transição. Segundo o provedor Patrício Antunes, a ausência da prestação de contas tem impactado diretamente a rotina administrativa e impedido avanços, como a busca por financiamento junto à Caixa Econômica Federal para aquisição de um novo carrinho de anestesia, operação que exige a regularidade contábil do hospital.
Patrício ressaltou ainda a importância histórica da instituição, com mais de 100 anos de atuação, e defendeu que as decisões sejam tomadas com responsabilidade e respeito à trajetória da Santa Casa.
Diante do cenário, foi discutida a possibilidade de a atual gestão assumir a contabilidade. Com a não apresentação das contas da gestão anterior, o Conselho Deliberativo optou pela reprovação, abrindo caminho para a continuidade dos trabalhos contábeis e administrativos.
O presidente do conselho, Guiga, colocou o tema em aberto para sugestões dos demais membros. Entre as alternativas levantadas esteve a contratação de uma auditoria independente para realização do levantamento contábil, porém o custo estimado em cerca de R$ 400 mil foi considerado inviável no momento.
Com a decisão, a atual gestão fica autorizada a dar prosseguimento a todos os atos contábeis e administrativos necessários, bem como adotar as medidas cabíveis em relação a não apresentação das informações necessárias por parte da gestão anterior.




