Projeto em Lavras do Sul prevê produção anual de 300 mil toneladas de fosfato
Um projeto de mineração em Lavras do Sul, na região da Campanha do Rio Grande do Sul, prevê a produção anual de cerca de 300 mil toneladas de fosfato, insumo fundamental para a fabricação de fertilizantes utilizados na agricultura.
O empreendimento, conhecido como Projeto Três Estradas, é desenvolvido pela empresa Águia Fertilizantes e tem como objetivo ampliar a oferta de fertilizantes no país, reduzindo a dependência brasileira de produtos importados.
A jazida de rocha fosfática começou a ser pesquisada em 2011, e a proposta é transformar o material extraído em fertilizante para uso direto no solo. O produto desenvolvido pela empresa, chamado Pampafos, apresenta liberação gradual de nutrientes, fornecendo fósforo, além de cálcio, magnésio e outros micronutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas.
Importância para a agricultura
O fósforo é um dos nutrientes essenciais para as lavouras, especialmente em culturas como soja, milho, arroz e pastagens. Atualmente, grande parte do fertilizante fosfatado utilizado no Brasil ainda é importada, o que torna a produção nacional estratégica para garantir segurança no abastecimento e estabilidade de preços para o setor agrícola.
Segundo dados do setor, mais da metade do fosfato utilizado no país vem do exterior, o que reforça a relevância de iniciativas que ampliem a produção interna.
Resultados de testes agrícolas
Ensaios realizados em lavouras demonstraram resultados positivos com o fertilizante produzido a partir do fosfato de Lavras do Sul. Em culturas como aveia e arroz, os índices de produtividade ficaram próximos ou até superiores aos obtidos com fertilizantes convencionais.
Esses resultados indicam que o produto pode se tornar uma alternativa viável para produtores rurais, especialmente na região Sul, onde a demanda por fertilizantes é elevada.
Impacto regional
Caso avance para a fase de produção em escala, o projeto pode trazer impactos econômicos significativos para a região da Campanha, gerando empregos diretos e indiretos e movimentando a economia local.
Além disso, a iniciativa pode contribuir para fortalecer a cadeia produtiva do agronegócio no Rio Grande do Sul, estado que possui forte participação na produção de grãos e alimentos.
A expectativa é que, com a implantação do empreendimento, o estado passe a ter uma importante fonte regional de fertilizante fosfatado, ampliando a autonomia do setor agrícola brasileiro.
Fonte: Jornal Minuano




