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Novas faixas e alíquotas do Imposto de Renda 2026 entram em vigor com ampliação da isenção e redução de tributos

As mudanças na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já estão em vigor desde 1º de janeiro, trazendo alívio para milhões de contribuintes brasileiros. A principal novidade é a isenção total do imposto para quem recebe até R$ 5 mil por mês, uma das medidas mais significativas na revisão tributária do país.

Pela nova regra, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000 – incluindo assalariados com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas – ficam completamente isentos do imposto retido na fonte. Para aqueles com rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o imposto é parcialmente reduzido de forma gradual: quanto mais próximo dos R$ 5 mil, maior o desconto; quanto mais próximo de R$ 7.350, menor o benefício.

Embora a tabela tradicional progressiva – com faixas de alíquotas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5% – continue em vigor para rendas acima de R$ 7.350, a atualização visa corrigir defasagens históricas e aliviar a carga tributária sobre parcelas maiores da população.

A reforma também introduz tabelas de redução aplicáveis simultaneamente com a tabela tradicional, que serão consideradas no cálculo mensal do imposto retido na fonte e também na declaração anual do IRPF em 2027, referente aos rendimentos de 2026.

Além disso, a medida contempla isenção anual para quem recebe até R$ 60 mil por ano, com redução gradual de imposto para rendimentos entre R$ 60 mil e cerca de R$ 88.200.

Para compensar a perda de arrecadação decorrente da alargada faixa de isenção, a reforma cria o chamado Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado a contribuintes de alta renda. Pessoas com renda anual superior a R$ 600 mil passarão a ter uma tributação efetiva mínima que pode chegar a 10% para quem ultrapassar R$ 1,2 milhão por ano.

Outro ponto relevante é a tributação de dividendos na fonte: valores superiores a R$ 50 mil por mês distribuídos a uma mesma pessoa física estarão sujeitos à retenção de 10% de imposto, uma mudança que afeta principalmente sócios e empresários que recebiam altos rendimentos isentos até então.

Especialistas afirmam que as alterações devem beneficiar grande parte dos contribuintes de baixa e média renda, ao passo que introduzem novas regras para os segmentos de renda mais alta. A atualização da tabela é uma das principais alterações tributárias implementadas no início de 2026 e já começa a impactar o bolso de quem recebe salário, aposentadoria ou outros rendimentos.

Fonte: Bage24Horas

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