Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso
A Receita Federal negou, nesta semana, informações que circulam nas redes sociais afirmando que o reajuste do piso nacional do magistério resultaria em aumento da carga tributária para professores. Segundo o órgão, não haverá aumento do Imposto de Renda para a categoria e, em muitos casos, o impacto será justamente o contrário: redução do valor pago.
De acordo com a Receita, a confusão surgiu a partir da divulgação do novo piso salarial da educação básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63, o que levou parte da população a acreditar que os profissionais passariam automaticamente a pagar mais imposto por ultrapassarem faixas de tributação. No entanto, o órgão esclarece que as regras atuais do Imposto de Renda foram alteradas, ampliando a faixa de isenção e reduzindo a tributação para rendas intermediárias.
Com a legislação em vigor, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais estão isentos do Imposto de Renda, enquanto aqueles com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 contam com descontos progressivos, que diminuem significativamente o imposto devido. Isso faz com que o reajuste do piso não represente aumento automático de tributos.
A Receita apresentou exemplos práticos para rebater a desinformação. Um professor que, em 2025, recebia o piso anterior e pagava cerca de R$ 283 por mês de Imposto de Renda, passará a pagar aproximadamente R$ 47 mensais em 2026, mesmo com o salário maior. O resultado é um ganho real no salário líquido.
O órgão reforçou que informações falsas ou incompletas sobre tributação podem gerar insegurança desnecessária e destacou a importância de consultar fontes oficiais antes de compartilhar conteúdos nas redes sociais. “O reajuste do piso salarial não implica aumento de imposto. Pelo contrário, as mudanças na tabela do Imposto de Renda beneficiam grande parte dos trabalhadores”, informou a Receita em nota.
Com isso, o governo afirma que o reajuste do piso do magistério, aliado às novas regras tributárias, representa um avanço na valorização dos profissionais da educação, sem prejuízo fiscal para a categoria.
Fonte: Agência Brasil




