Polícia Civil do RS anuncia paralisação no dia 11 de novembro por melhores condições de trabalho

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou uma paralisação estadual no dia 11 de novembro. A mobilização é organizada pela UGEIRM Sindicato, que representa escrivães, inspetores e investigadores, e busca pressionar o governo estadual a avançar em pautas relacionadas à valorização profissional e à melhoria da estrutura da segurança pública.
Entre as reivindicações estão a recomposição salarial de 15,2% para constar no orçamento do Estado em 2026, a retomada da simetria salarial com capitães da Brigada Militar, a publicação de promoções pendentes e a melhoria das condições de trabalho nas delegacias. A categoria também defende a retomada da paridade nas aposentadorias, tema que está em debate em Brasília por meio de uma emenda da COBRAPOL à PEC da Segurança Pública.
A paralisação deve ocorrer junto a outras mobilizações do funcionalismo, como a dos professores da rede estadual, que também reivindicam reajustes. A UGEIRM programa ainda outras ações até o fim do ano, incluindo uma carreata em Porto Alegre no dia 29 de novembro e a realização de uma Marcha da Polícia Civil, em data a ser confirmada.
De acordo com o sindicato, o objetivo é chamar a atenção para a realidade enfrentada pela corporação, que inclui prédios com estrutura comprometida, sobrecarga de trabalho, adoecimento dos servidores e aumento de exonerações devido à defasagem salarial. A diretora Neiva Carla Back afirma que, apesar dos resultados apresentados no combate ao crime, a estrutura existente é limitada e insuficiente para as demandas atuais.
A entidade também aponta dificuldades de diálogo com o governo. No dia da paralisação, os policiais civis devem suspender o atendimento e realizar conversas com a população em frente às delegacias, explicando os motivos da mobilização.
O vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, destaca que a ação marca uma nova etapa na luta por melhorias. Segundo ele, o objetivo é mostrar à sociedade a diferença entre o cenário real da segurança pública e a imagem apresentada pelo governo nas redes oficiais.
Fonte: Sentinela 24H.




