Por que tantos acidentes em Dom Pedrito?

Analisar o porquê de tantos acidentes em Dom Pedrito é uma tarefa relativamente fácil, ao menos para nós da imprensa que seguidamente noticiamos os mais variados sinistros, e olha que trazemos a público algo que gira em torno de 50%, seja porque são de pequena expressão, ou simplesmente porque alguns não chegam ao nosso conhecimento.
O fato é que poderíamos relacionar alguns dos motivos: alguém concorda que imprudência poderia encabeçar a lista? Entenda-se por imprudência dirigir em alta velocidade, falando ao celular ou distraído com outra coisa, e por aí vai. Na sequência poderíamos colocar imperícia, porque, vamos combinar, tem gente despreparada conduzindo veículos, verdadeiros barbeiros, sem referência aos profissionais que cuidam dos nossos cabelos. Negligência é outro fator que pode compor a nossa relação de fatores para que os acidentes aconteçam em tão elevado número em nossa cidade. E aqui precisamos lembrar que na nossa fatídica lista devem ser incluídos todos, pedestres e condutores de veículos.
Quanto aos motoristas sem CNH, ou seja, sem habilitação legal para dirigir, não atribuiríamos como um fator diretamente ligado ao extenso número de acidentes. Não é correto, é verdade, mas tem muita gente habilitada que dirige muito mal, apesar de uma CNH custar o olho da cara.
Chegamos a um fator não menos importante – as vias urbanas da cidade que historicamente não ajudam, seja pelos buracos, seja pela falta de dispositivos de trânsito que obriguem os condutores a andar mais devagar.
Não podemos esquecer dos animais soltos. São vacas, cavalos, cachorros e mais recentemente, os porcos. Além de oferecerem perigo ao trânsito, é uma questão de saúde pública que precisa igualmente ser enfrentada pelo setor público. Os fios soltos figuram também, como causa de muitos acidentes, principalmente entre os motociclistas.
E para fechar colocamos a questão cultural do pedritense. Muitos acreditam que cometer pequenas infrações, aquelas que julgam inofensivas, como estacionar em local proibido, fazer retorno onde não é permitido, agir na crença da impunidade. Há costumes em nossa sociedade local que precisam mudar, seja pela educação e prevenção, como as ações realizadas pelo Movimento Maio Amarelo, seja pela fiscalização e punição de quem infringe as lei de trânsito.
De toda forma, o indivíduo, seja pedestre, ciclista, motociclista, motorista, será sempre o principal componente em qualquer situação, afinal, é ele quem decide acelerar ou andar devagar, infringir ou ser correto, viver, morrer e matar.




